Domingo, 1 de Janeiro de 2012

LAST NIGHT - with my almoste lover, my KitKat

Para entrar no espírito, clique em play. Obrigada.

      Era esta a última noite de 2011, pelo menos, inteiramente '2011ana'. O inverno fazia-se sentir.
      Foi pelas 12:30 am que me deitei, consumida pelo cansaço das 2 semanas anteriores. As pálpebras pesavam. Adormeci, esperando-te. Sabia que ias demorar.
      Ouvi uma chave a engatar o canhão da porta de minha, nossa casa. Abriste-a devagar, fechaste-a da mesma forma. Tiraste o casaco, deves tê-lo pousado no sofá. Tiraste as botas. Zip. Zip. Conseguia ouvir e prever todos os teus passos dançantes.

      E eu continuava deitada, com toda aquela roupa de cama em cima de mim, só queria que uns minutos depois estivesses entre mim e eles, de algodão, azuis e brancos.

      Sentia os teus passos cada vez mais próximos. Adorava esta sensação.
Abrandaste, abriste a porta com delicadeza. Fechaste-a atrás de ti da mesma forma como abriste. E despiste as calças, geladas e húmidas do nevoeiro da madrugada. Dançaste mais uma vez até à cama e procuraste juntar-te a mim da forma mais subtil possível. Abraçaste-me devagar. Estavas gelada, já esperava isso. Abracei-te o braço e beijei-te a mão.

      Começaste a falar-me ao de leve, nem queria acreditar no que me dizias. Depois trauteaste e entoaste umas notas musicais. Virei-me de costas e aí estavas tu, a cantar ao meu ouvido. Nem imaginas como adoro quando fazes isso. Beijei-te a testa e abracei-te, puxando-te para cima de mim. O cansaço já era irreversível, se não o fosse, bang!, muito provavelmente (quer dizer...) aconteceria o mesmo que se passou no barco, mas sem o velho.

      Tinhas acabado de entoar o último refrão da nossa ''Someone Like You'', beijaste-me a face e deitaste-te no meu ombro. Adormecemos.
      Foi perfeito.
      Saíste antes de ter acordado, e quando acordei, apenas tinha o teu calor comigo.
      Era dia 31 de Dezembro, já passava da hora de almoço. Levantei-me e enfiei-me na cabine de duche.

música: Nina Simone - Feeling good
tags:

publicado por jess às 03:40
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

suicidal tendencies #1

 Não sei se sabes ou se já te tinhas apercebido, mas desde sempre tive indícios de bipolaridade. E é estranho, complicado ser eu. Há dias que 
preciso que me animem, há outro que se o tentam fazer só faz com que eu menos queira estar por aqui. E nos ultimos dias tenho estado mais 
assim. Tenho tido oscilações de humor muito frequentes, estou sozinha e as probabilidades de essas oscilações acontecerem são muito 
superiores.
 Ninguém pode imaginar como é ser Eu. Sequer tentar. 
Desculpa se te fiz sentir mal.




publicado por jess às 23:16
link do post | comentar | favorito
Domingo, 13 de Novembro de 2011

...

 

 

Somos feitos de experiências. Se falharmos à primeira é só um pretexto para voltar a tentar.

 

 

Tenho saudades de mim.


publicado por jess às 14:48
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sábado, 5 de Novembro de 2011

Psicologia Analítica

Chama-se E. e é perfeita. A meu ver.

Quem me conhece (verdadeiramente) sabe do que falo, tenho uma forma muito peculiar de ver as pessoas que me rodeiam. Mas não vou falar de mim. Vou falar da E., que é perfeita.

Ela não anda, ela dança pelos corredores e pela rua . Em tudo o que faz transmite-me aquela sensação de leveza avassaladora, derrete-me o coração com o mero acto de abrir o porta moedas. Não gosta de fazer barulho, muito menos de ser o foco das atenções. Quando caminha estica muito as pernas, quando conta alguma coisa mais emocionante não pára com os pés; são tiques que apanhou nos últimos 10 anos.

Sim, os pés da E.. Por vezes até ne afasto só para apreciar os movimentos dela. Mãos atrás das costas, pernas quase rectas, não parece sair do lugar à primeira vista, mas se olhar com mais atenção, os pés não páram. Cruza os pés, descruza os pés, foge à esquerda, foge à direita, estica o pé direito à frente, volta a cruzar, toca com a ponta do pé esquerdo no chão, vai à frente e cruza novamente.

Falta-me coragem para a olhar nos olhos sem dizer uma palavra, só olhar... Temos sempre aquele momento a meio de uma conversa de "hum...", "é isso mesmo", "grande ideia", "sei exactamente o que me queres dizer", "estou a ver...", e aproveito esses escassos momentos para estudar o seu olhar, porque se há coisa que eu queria, era saber o que pensa, olhando apenas para os olhos dela, castanhos, que eu adoro.

E o sorriso... Basta-me vê-la feliz e a contrair os músculos faciais que faço o mesmo, é contagiante. E cada sorriso tem um segredo, guardado no cofre mais seguro de que alguma vez tive conhecimento: o pensamento, a mente dela. Há sempre alguma coisa que alguém diz que faz com que ela solte um sorriso maroto embrulhado num riso que, me atrevo a dizer, um pouco sarcástico. Que eu adoro.

À uns meses, talvez já mais de um ano, vi-a chorar. Não a conhecia como conheço hoje, sabia que se chamava E., pouco mais. Ela estava sentada. A meio do banco, com os joelhos inclinados para a sua direita; pés cruzados, ligeiramente atrás da linha dos joelhos, apoiados na lateral direita. Tinha as mãos juntas em cima das pernas, as costas dobradas à frente (uma postura bastante incorrecta) e com a cabeça tombada, com o cabelo daído pelo lado, tamando parte da sua bela face.

Ela nunca estava sozinha, nunca isolada daquela maneira. Seria tristeza? Raiva? Não faço idéia, só a vi levantar a mão esquerda e passá-la pelo rosto, limpando uma possível lágrima.

Quis ir lá, sentar-me lá e dar-lhe a mão. Dizer coisas sem nexo e roubar-lhe um sorriso, fazer qualquer coisa para deixar de a ver naquele estado. Mas não fui. Não fui por timidez, cobardia. E acabei por fazer o mais correcto.

Aprendi que ela é uma pessoa que precisa de espaço nestas situações, não gosta que a chateiem. Prefere estar sozinha e pensar para si, estar com ela própria e resolver-se da melhor forma.

É uma das coisas que adoro na E.. A misteriosidade, a descoberta, ter de lutar para ganhar a confiança dela.

Ela é perfeita. A meu ver.

 

 

 

E., se algum dia leres isto,      

Desculpa.

 

jess

música: Elliott Smith - Between the Bars

publicado por jess às 01:49
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 1 seguidor

.pesquisar

 

.Junho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Imaginas

. Quente

. És do mundo.

. Gostava de saber (ou Quas...

. ...

. cartas a inês.

. Estória do Claro e da Bru...

. Once apon a time...

. Parabéns, meu amor.

. Com muito amor, minha inê...

.arquivos

.tags

. todas as tags

SAPO Blogs

.subscrever feeds